Bahia

Por Mateus Modesto | Publicado em Novidade | 28/08/2008

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Com a confusão que impera sobre a demarcação de terra na Raposa Serra do Sol, em Roraima, entre índios e agricultores, o ex-presidente da União dos Garimpeiros da Amazônia, José Altino Machado, 66 anos, acredita que o Supremo Tribunal Federal errou com seu julgamento.

Antes de tomar qualquer decisão, precisa-se saber o que os índios serão para o Brasil. “Eles formarão uma nação, eles serão nacionais? Eles terão deveres ou não pertencerão ao país?”, disse ao Blog da Amazônia.

Além disso, Altino Machado afirmou que na Amazônia tem um grupo seleto de pessoas e só não tem baiano. “Lá só tem quem trabalha, lá só tem quem sabe, quem faz. É por isso que a Amazônia não acomoda baiano. E não tendo sesta, não tem como baiano ficar. Baiano gosta de dormir e acordar tarde”.

 O senhor José Altino deve tomar como referência de baiano o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que em seus compromissos levava o violão. Ou ele acha que Ivete Sangalo faz playback em todos os shows. Ou crê que o berimbau é mais tocado porque uma corda só não dá fadiga.

Essa história de baiano preguiçoso é do tempo do personagem humorístico de Chico Anysio, Painho. Tão ultrapassada que nem lembro da última vez que apareceu na televisão.

O pensamento dele está igual ao dos estadounidense, que crê que o Brasil é pura selva. A Bahia não tem coqueiro em todas as ruas, muito menos redes armadas nas praias. Oxe!

O maior símbolo de trabalhadora é a formiga. Trabalha durante o verão inteirinho para ter alimento no inverno, enquanto a cigarra fica de papo e cantoria. Altino Machado esquece-se que Formiga é baiana!

Se quiser ler toda a reportagem, acesse Blog da Amazônia. Aliás, leia não. Você tem que trabalhar… ou dormir!
 
  
Formiga é baiana!

Formiga é baiana!

Comentários (1)

Esse papo de que baiano é preguiçoso não tá com nada… eu me mato de trabalhar pra ouvir isso? Assim não dá! vou dormir..

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