Desamor – Parte VIII

Por Mateus Modesto | Publicado em Capítulos | 29/09/2008

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No capítulo anterior…

Bruno aceitou o convite de Luciana e foi sozinho para o museu. Mas foi para o local errado. Frustrado, acertou com Julio para irem a um aniversário. Mesmo Luciana convidando-o novamente, já que o primeiro encontro dera errado, ele optou em sair com o amigo.

Bruno já estava quase chegando ao encontro de Julio. Seria muito ruim desfazer-se do compromisso com ele para sair com outras pessoas. Mas ele queria ter uma chance com Luciana. Ela o estava procurando, e, cria, não era pretexto para aproximar Julio de Ana.

A dúvida era tamanha que pensou em desistir de tudo e ir para casa. Mas não podia fazer isso com elas. Muito menos com o amigo. Optou em seguir seu caminho. Afinal, já havia errado uma vez.

- Tem certeza? – questionou Luciana.
- Tenho. – ele não tinha.

Encontrou-se com Julio e explicou todo seu equívoco minutos antes. E falou do outro convite de Luciana.

- É. Elas estão planejando desde aquela noite.
- Mas, convenhamos, Ana está linda!
- Isso eu não posso negar. – com um sorriso de canto de boca.
- Então!
- Então o quê?
Ana quis desistir de ir para a festa. Estava tão produzida. Não valeria a pena sem Julio estar presente, como não esteve no museu.

- Mas, amiga, você só vai se divertir vendo-o? Não mesmo! – motivou Nívea.
- Mas eu o quero… O plano não está dando certo. Toda linda assim e ele ainda nem me viu.
- Menina, marcamos apenas um encontro. Lembra-se: cinco convites? Ainda temos mais quatro chances.
- Depois eu parto para outra?
- Para outro.

Ana ficou triste. Apesar de tudo o que ela havia feito, ainda esperava reatar o relacionamento com Julio. E orava, em pensamento, por isso. Apaixonava-se cada vez mais por ele.

- Vou fazê-lo o homem mais feliz! – abriu um lindo sorriso.
- Só até o casamento. Depois ele engorda, só quer ver futebol e tomar cerveja com os amigos. – brincou Luciana.
- Ele não bebe.
- Qual rua?

Julio e Bruno estavam perdidos. Haviam entrado em vinte ruas diferentes. Parado em mais de dez lugares para pedir informação. Tocado a campainha de mais de cinco apartamentos. Até encontrarem o local.

Parabenizaram Roberto, falaram com o pessoal mais chegado e ficaram mais próximos da mesa, comendo e bebendo. Julio experimentou um coquetel sem álcool. Bruno tentou uma bebida mais elaborada: um Negroni.

- De que é feito?
- Não sei. Mas sei que é muito boa. Quer dizer, vou provar agora.
- Primeira vez?
- Primeira vez.

Lá pelas onze horas, com o apartamento enchendo cada vez mais, Julio avistou uma linda garota. De costas, não reconheceu. Sabia que não era da faculdade ou alguma amiga mais próxima da turma. Conversou com Bruno para saber se ele a conhecia. Mas ele já estava bêbado.

- Guer gue eu a chabe?
- Não, não…

Julio pegou um coquetel de frutas e um bombom e foi até ela. Percebeu que estava sozinha. Nenhum homem, nenhuma mulher. Parou atrás dela, a meio metro, olhou-a totalmente: de vestido branco com um lindo laço rosa e um pequeno salto; cabelos curtos com mechas douradas; um lindo colar e brincos pequenos e charmosos. Ele respirou fundo.

- Ah! Por que apareceste e nada falaste, doce menina. Não és tu quem encanta este lugar? Vejo muitas coisas, mas nada que a ti se compare. Porque és, verdadeiramente, linda. Se eu fosse sábio o bastante, deixaria meu coração falar. E tu saberias que o que vejo é a mais bela formosura de todo o…

Ela se virou. Era Ana. Os dois se surpreenderam. E tremeram. Ele ficou estatelado. Não pela beleza, mas por ser quem era. Ela ficou apaixonada, diante de tão belas palavras. Admirou-o.

- Jardim?
- Oi?
- O final. Seria “jardim”?
- Como queira… – sem o sorriso no rosto.

Ele olhou para os lados. Todos se mantiveram do mesmo jeito. Nada perceberam.

- Mandaram entregar. – dando grosseiramente o bombom e a bebida. Preciso ir.
- Já?
- Levar Bruno. – saiu apressadamente.

Bruno estava conversando com Luciana. Julio cortou a conversa e convocou o amigo para ir embora. Ele disse “não”.

- Você pode nos dar licença?

Luciana saiu sem falar nada.

- Era Luciana.
- Certo. – sem dar importância. Precisamos ir.
- Mas era Luciana… “Minha querida Dulcinéia”!

 

O que deve acontecer?

 1) Bruno deve ir com o amigo?

2) Julio deve entender o amigo e ir sozinho?

3) Julio deve ir conversar com Ana?

 Até próxima segunda-feira.

Comentários (1)

Rapaz… tô vendo que a galera tá perdendo o ponto =D

3) Julio deve ir conversar com Ana

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