Desamor – Parte X

Por Mateus Modesto | Publicado em Capítulos | 13/10/2008

2

No capitulo anterior, Julio desistiu de ir embora da festa e conversou com Ana. Confuso, não se estendeu na conversa, mas deixou claro que poderiam sair juntos, juntamente com Bruno e Luciana. No dia seguinte, Ana fez o convite.

Julio abriu um sorriso, mas depois ficou preocupado. Não sabia se realmente havia interesse de reatar o namoro com Ana. E não queria iludi-la. A mensagem que recebera vinha cheia de “mimos”. O que não cabia nesse momento.

Ele passou a manhã inteira pensando em como responder. “Aceitar ou não aceitar? Eis a questão!”, pensava defronte ao espelho do banheiro. Não era uma atitude simples. Nem muito difícil. Porém, qualquer uma implicava em uma reação desconfortante.

- “Sim, eu vou”. – falava consigo. – Ela imagina que eu a quero e fica me ligando o tempo inteiro. “Não vou”. Ela fica na dúvida e diz que estou brincando com seus sentimentos.
Ana havia conversado o mesmo assunto com todas as suas amigas. E todas reprovaram a sua ação – mandar a mensagem no dia seguinte. Entenderam como um desacordo – visto que ela não consultou ninguém – e uma declaração explícita de amor a ele – o que não cabia. Restou a elas organizarem um plano de salvação.

Primeiro passo: Instruíram-na que não poderia esboçar reação exagerada e comprometedora nas mensagens. Não poderia responder de imediato, muito menos com uma ligação. Mais de três linhas é carta.

- Aninha, nada de restaurante com pouca iluminação. Prefira um barzinho com muito barulho.
- Nem pense em cinema. Nem em teatro. Muito menos museu.
- Ah! Barzinho com som ao vivo não rola. Podem tocar uma música romântica, bater um clima e… você estraga tudo. Pode rolar só naquele momento, entendeu?!
- Entendi, entendi… – aparentemente nervosa.
Bruno ficou animado quando soube do encontro que teria com Luciana. Mal podia agüentar-se em pé. Fazia planos para um futuro muito próximo: viagens, cinemas, casamento, filhos. Ria como uma criança. Julio não aprovava tal reação.

- Lembre-se que sairei com Ana. Não sei se…
- Podem ser amigos. Você já a perdoou. O problema também é que você não quer sair com mais ninguém. O relacionamento acabou há… sei lá, seis meses?
- Oito.
- Oito meses! Fazemos assim. Saímos nós quatro. Eu convido um particular com Lu e você dá o fora nela. Combinado?

Julio não respondeu. Sua mente trabalhava com inúmeras possibilidades. Queria apenas sair daquela situação, sem se machucar novamente. Desejou não ter criado tudo aquilo. Apesar de estar na dúvida quanto a Ana. Afinal, passaram-se os meses e ela parecia ter mudado, além de estar mais bonita.

À tarde, pegou o celular e escreveu uma mensagem aceitando o convite. E ficou na expectativa.
Ana recebeu a mensagem sem euforia. Leu-a e, imediatamente, as recomendações das amigas vieram-lhe à memória. “Não pode, não faça, não aceite”. A confusão tomou-lhe por completa. Sozinha, desesperada, respondeu a ele dizendo que não poderia mais sair. Imaginou que Julio a ligaria pedindo explicações. A noite chegou e ela continuava a esperar o retorno. Entristecida, sentou-se ao pé da cama e começou a chorar.

 

O que deve acontecer agora?

1) Julio entender como um sinal e procurar acalmar o desenrolar das ações?
2) Ana ligar para Julio desculpando-se e marcar o encontro?
3) Ana esperar a ligação de Julio, mesmo que isso demore a acontecer?

Até próxima segunda-feira.

Comentários (2)

3) Ana deve esperar a ligação de Julio, mesmo que isso demore a acontecer

Ah… tem nova crônica publicada no C-se hein!!! Tá bombando! =)

ixi! Acho que talvez num sei…

1) Julio entender como um sinal e procurar acalmar o desenrolar das ações?

=D

Comente