Desamor – Parte XI

Por Mateus Modesto | Publicado em Capítulos | 21/10/2008

2

No capítulo anterior, Julio decidiu aceitar o convite de Ana. Porém, perturbada com as orientações imprecisas de suas amigas, Ana optou por não sair com Julio, o que acabou frustrando os dois.

Ana passou a semana amargurada. Não sabia como se desfazer da atitude impensada contra Julio. Condenava-se a todo o momento. As amigas não tinham um plano B para essa situação. A única forma de saber o que Julio sentia por Ana era dar o primeiro passo. E isto implicava a ligação e o pedido de desculpas.

- O que você fez exige uma retratação. Ele não vai ligar. Pelo menos eu não ligaria.
- Não diga assim, Luciana. Dê esperança a ela.
- Esperança falsa? Não mesmo.

Apesar da insistência, Ana cria que o melhor a fazer era esperá-lo. Na verdade, ela sentia-se desiludida com o desenrolar das coisas. Julio não a procurava, sempre se esquivando. Imaginava que a definição seria muito rápida.

- Meninas, obrigada pelo interesse de vocês. Mas entendo que agora é preciso descansar. Mesmo que isso dure meses…
- Se passar de um mês, esqueça-o. Não vale a pena esperar por homens…
- Nívea, não diga isso!

Durante o domingo, Ana era só tristeza. Não comia, não bebia, não lia, não queria fazer nada. Perambulava pela casa, sem objetivos. Sentava-se para assistir a algum filme, mas desistia na metade da exibição. Colocava suco no copo e não o bebia. Isso incomodou Fernanda, sua irmã.

- Aninha, o que há?
- Com quem?
- Não come, não bebe. Está assim desde terça-feira. Foi algo com Julio?
- Por que com ele? Por que tem que ser sempre alguma coisa com ele?
- Não sei. Você me diz.

Ela sentou-se e começou a chorar. Lembrou toda a história com Julio, desde a festa de aniversário de Roberto. Cada palavra vinha com um soluço e lágrimas. Muitas lágrimas. Arrependia-se de ter estragado tudo, apesar de não ser certeza que retomaria o relacionamento com ele.

- Não fique assim. Você acha que ele gosta de você? Por que não liga novamente explicando-se?
- Não quero fazer isso. Você me disse para ser sábia. Eu não fui.
- Acalme-se. Foi um erro. Mas é corrigível. Porém, se não quiser ligar, espere no Senhor. E creia que se for para dar certo, Ele te guiará.
- Sei…

Fernanda começou a relembrar seu relacionamento com o marido. Repetiu, pela enésima vez, como ela agiu e como tudo foi caminhando para eles se casarem. Explicou a Ana que o melhor a fazer, em certas situações, é entregar a causa a Deus.

- E Ele pode resolver isso?
- Claro. Porém, o mais importante para você é saber qual a vontade Dele. Porque, se Julio não for seu varão, Deus vai afastá-lo mesmo.
- Varão?
- Homem. Varoa é mulher.
- Interessante. E estranho.
- Então? Quer entregar sua causa a Ele? Jesus nos ensina a primeiro buscarmos o Reino dos Céus e depois tudo será acrescentado. Emprego, carro, casa, casamento, filhos… tudo será acrescentado. Você só precisa crer.
- Vejamos no que vai dar.

Ana decidiu preocupar-se consigo. Dedicou-se mais ao trabalho, ao estudo para o ingresso em uma faculdade, na arrumação da casa. Pensava e orava junto com a irmã por Julio, mas não estava como antes. Centrada, queria agora um homem sério e maduro, que não descartasse um casamento.

 

Um mês se passou e Julio não havia ligado para Ana. Na verdade, havia decidido não procurá-la. Queria um tempo para pensar se ela era a pessoa certa. Próximo do término da faculdade e com um emprego estável, ele não era mais homem de baladas e namoros sem futuro. A antiga namorada parecia mais deste tipo.

Ligou para Bruno. Queria conversar com o amigo, que não via há umas três semanas.

- Estou pensando em mudar de cidade.
- Por quê?
- Quero esquecer meu passado.
- Mas passado não se esquece. Ele fica com você. O que podemos fazer é mudar nosso futuro, com nossas ações no presente. Ainda pensando em Ana? Ela mudou.
- Não é isso. Não é só isso. É que… eu errei muito. Com muitas pessoas. Entendo que em outro ambiente não tornarei a errar. Não consigo explicar…

Bruno percebeu que a decisão de Julio era firme. Poderia, por algum outro motivo, abdicar dessa grande mudança, mas sentia que o amigo estava fugindo do seu passado: Ana. Ele não queria desistir dela. Pensava em dar uma nova chance. Temia, porém, uma nova frustração. Dessa forma, imaginar que daria certo o deixava mais feliz que ter a certeza do fracasso.

 

O que Bruno deve fazer?

1) Ligar para Ana, explicando a situação?
2) Convercer Julio a desistir da idéia de mudar de cidade?
3) Entender que é a melhor coisa a fazer e ajudá-lo se necessário for?

Como houve empate, prevalece a primeira opinião. E vai ser assim toda vez que isso ocorrer.

Até próxima segunda-feira.

Comentários (2)

Vamos lá!

2) Convercer Julio a desistir da idéia de mudar de cidade

Eita… quase duas semanas… esqueci! :P

2) Convercer Julio a desistir da idéia de mudar de cidade

Comente