Desamor – Parte XII

Por Mateus Modesto | Publicado em Capítulos | 03/11/2008

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No capítulo anterior, Ana explicou a Fernanda seu desespero em perder Julio. A irmã aconselhou a esperar em Deus, já que Ele sabe de todas as coisas. E Julio compartilhava com Bruno a hipótese de ir embora para um outro local, recomeçar sua vida.

Bruno dirigiu-se à casa de Julio. No caminho, pensou no que poderia falar para convencê-lo a ficar. Nada lhe veio ao pensamento. Quis telefonar para Ana. E assim fez.

Ao descer do ônibus, correu desesperadamente, imaginando que Julio já estaria de malas postas no carro. Entendia da decisão do amigo, de um momento de reflexão, mas não o apoiava. Respirou aliviado quando o viu lavando o veículo.

Aproximou-se, cauteloso com o falar.

- Como está?
- Bem, muito bem. – com um sorriso sincero.
- Ainda mantém o propósito de viajar?
- Por que mudaria? Uma viagem, um tempo para refletir, um recomeço, sem as mesmas falhas. Em outro local posso ser uma nova pessoa.
- Aqui você pode ser outra pessoa.
- Não. Havendo mudança, as pessoas condenam, quando não o próprio passado, dizendo que há algum interesse, é por um tempo limitado, provocando a desistência. Quero um novo ambiente, Bruno.

Ele ouviu atentamente as explicações do amigo. Percebia a necessidade de mudança. Porém, acreditava que seria preciso apenas um comportamento diferente. Um novo local equivaleria à simples alteração de ambiente. Persistiriam os erros, dúvidas e medos.

- Fique. Tente. Perceba que você é especial… para uns.

Julio estranhou o comportamento do amigo. Bruno não parou de falar. Parecia determinado a evitar a viagem. Cada palavra tocou o seu coração profundamente. Revelava um amor reprimido. Como de irmãos.

Julio apenas ouvia. Bruno calou-se. O silêncio incomodou os dois. Era duro demais desviar o olhar. Cabisbaixos, esperavam um pelo outro. Até quando Bruno resolveu ir embora. Julio o acompanhou com os olhos.
Ana seguia sua vida de mudança. Concentrada nos estudos pela proximidade do vestibular, não se esquecia de Julio. Sabia de seu desejo de ir embora, mas esperou pela resposta de Deus. E não queria comentar a respeito, já que comprometeria Bruno, além de nem ter sido procurada.

Estava só. Luciana e Nívea afastaram-se dela. Não pela decisão espiritual, de seguir a Cristo, mas pela falta de tempo da amiga: estudando, no trabalho, na igreja, com outras amigas. Mas Ana não se preocupava com isso. Era apenas uma fase.
Uma semana se passou. Julio não procurou Bruno, que não procurou Ana. A ansiedade tornou-se descanso. Nesse período, conheceu um rapaz. Pouco mais velho, maduro, bem empregado, elegante. Surgiu de repente, sem ela ter desejado. Seu nome era Vitor. Galã de cinema, diria Nívea.

- Ainda não nos conhecemos.
- Pois é. – nitidamente desajeitada.
- Parece nervosa. Vim em boa hora?
- Claro.

Aqueles cinco minutos pareciam uma eternidade. Quando ele se foi, ficou em seu coração a vontade de continuar a conversar. Mas o culto na igreja já havia começado.

 

O que deve acontecer?

1) Ana deve aproximar-se de Vitor?
2) Ana deve esperar pela postura de Vitor?
3) Ana deve procurar Julio, caso tenha desistido da viagem?

Até próxima segunda-feira.

Comentários (3)

4) nenhuma das respostas anteriores

Pode ser? =D
Se não puder,
2) Ana deve esperar pela postura de Vitor

2) Ana deve esperar pela postura de Vitor

Iii… gente nova na história.

2) Ana deve esperar pela postura de Vitor

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