Desamor – Parte XVI
Por Mateus Modesto | Publicado em Capítulos | 15/12/2008
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No capítulo anterior, Julio, Ana, Vitor e Bruno assistiram ao filme no cinema. Logo após, saíram para uma conversa e um sorvete. Julio aceitou contra sua vontade. Antes de ir, convidou Ana para sair.
Julio não imaginava que Ana pudesse aceitar o convite. Na verdade, agiu por impulso. Queria, diz para si mesmo, estar com ela sem indicar isso. No entanto, o encontro estava agendado para daqui a três dias.
Ana conteve-se. Não era um encontro – pensava assim. Seria a oportunidade de descobrir o que Julio realmente queria. Ainda agia como uma adolescente de 16 anos. Sonhava com o momento, preparava-se psicologicamente, orava com fervor. Tudo para não ser enganada.
Vitor telefonou para Ana. Não havia resposta. Insistiu por dias. Em vão. Decidiu ir visitá-la.
- Oi!
- Oi. – surpresa.
- Não retornou minhas ligações.
- Desculpe.
- Algum problema?
- Não, não. E com você?
- Nada. Você está…
- Estou… – forçou um sorriso.
- Fiz algo de errado? Estou indo depressa, ou…
- Depressa? Mas você nem… Digo, está… o que quer saber?
Vitor sabia que Ana ainda pensava em Julio. Desconhecia a exata satisfação que havia. Porém, incomodava-se com ele. Não pela pessoa, mas em relação ao sentimento que ela poderia ter pelo ex-namorado.
O celular de Ana toca. É Julio.
- Sim? – fria.
- Poderia passar aí. Tudo bem para você?
- Não! – gritou. Melhor não… – acalmando a voz.
Julio ouviu a voz de Vitor. Não conseguira escutar perfeitamente, mas identificou pelo sotaque. Entristeceu-se.
O espetáculo começaria às 20h. Era quase isso. Haviam marcado 19h30. Julio passou a dar vida aos seus pensamentos. Seu plano começou a ser frustrado. “Ele virá. Ela não virá. Ela vai me ligar dizendo que não poderá vir. E ainda dará uma péssima explicação”.
Passos agitados, nervosos, amedrontados. O suor descia pela sua testa. A respiração acelerada, como se estivesse correndo. A noite escurecia. E terminava.
Ana apareceu no teatro. Sozinha. Esperou. Nem sinal de Julio. Temeu que ele já estivesse entrado – extrapolara o horário. Chorou quando soube que havia ido embora.
Sentou na calçada e chorou baixinho. “Meu erro! Meu erro!”. Uma fina chuva iniciou-se.
Termina aqui a primeira parte de Desamor. Sugestões para a continuação, façam um comentário.
Na primeira segunda-feira de janeiro estarei de volta.

Daqui a pouco chega a quarta segunda-feira de janeiro… :p
Pois é Fábio… segunda-feira de janeiro agora só em 2010!!!