Dois jogos. Um gol. Uma convocação?

Por Mateus Modesto | Publicado em Esporte | 10/03/2009

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O gol de Ronaldo era tudo o que a imprensa queria. Imagino que se tivesse acontecido na noite de estreia, ante o Itumbiara, pela Copa do Brasil, seria bem melhor. Mas o tento no clássico contra o Palmeiras, no domingo, pelo Campeonato Paulista, rendeu boas reportagens.

Ontem (9), no Roda Viva, na TV Cultura, o técnico Dunga admitiu que a volta do Fenômeno à seleção brasileira está distante. E disse estar feliz com seus atacantes – Luis Fabiano, Adriano e Alexandre Pato. Porém, é possível que ele esteja na Copa do Mundo de 2010 – depende da classificação do Brasil, da sua continuidade no cargo e da condição física do jogador.

Ronaldo ainda é reserva no Corinthians. Até dias atrás ele nem era relacionado entre os jogadores que viajavam com a equipe para o jogo. Falar-se em convocação é extremamente precipitado. Ainda que a vontade de boa parte do país seja de vê-lo de volta à forma e ao bom futebol, chamá-lo para compor o elenco canarinho em um amistoso ou eliminatória é irresponsabilidade. Ou fanatismo.

E se a próxima partida não nos trouxer alegrias? Se Ronaldo, o Grande, não apresentar futebol, ou ficar partidas sem marcar? Ou aguentar apenas 45 minutos? Vale sacrificar Pato, Robinho, Luis Fabiano, Keirrison e outros tantos jogadores por um matador de 32 anos?

O jogador fez um gol de cabeça, em uma cobrança de escanteio. Não foi em uma arrancada, drible desconsertante, jogada individual, chute preciso. É muito cedo para definir Ronaldo.

Leia reportagem sobre a declaração de Dunga no UOL Esporte e no Portal Terra.

Interessante. Dunga disse que não convocaria Ronaldo “só para contentar alguém”. E o que dizer de Ronaldinho Gaúcho nas Olimpíadas? E Amauri?

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