Seu João
Por Mateus Modesto | Publicado em Espiritual | 22/06/2009
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Havia, em uma certa cidade, um ilustre cidadão. Seu nome era João. Todos o admiravam. Fora o prefeito mais votado, mais respeitado e mais comprometido com o povo. Organizara a saúde, a educação e gerara inúmeros empregos.
Porém, os seus sucessores não fizeram jus ao seu compromisso e, com uma política suja e perseguidora, destruiu os sonhos de aquela cidade se tornar uma das maiores da região.
Infelizmente, Seu João não tinha mais capacidades físicas para gerenciar uma cidade. Apenas os netos e netas e a empresa. Uma vida bem pacata.
Quando ele estava para completar 90 anos, parentes e boa parte da cidade resolveu homenageá-lo. Encomendaram um enorme bolo, de 90 metros. Seu nome e seus feitos estariam escritos nele. Bolas, música e inúmeras bandejas de docinhos.
Seu João ficou honrado e agradecido quando viu tudo aquilo. Mas, observando atentamente, entristeceu-se: o bolo era de chocolate; a música, anos 60; os docinhos, apenas brigadeiro, casadinho e beijinho. Ele olhou cada um e disse:
- Vocês fizeram uma festa. Mas não para mim. Meus amigos sabem do que eu gosto. E tudo o que está aqui eu não gosto. Não vejo bolo de morango, não ouço um bom jazz, não provei cajuzinho nem moranguinho. Esta festa é para vocês.
E retirou-se.
A bíblia diz em Apocalipse 5:12: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.
Ou seja, somente Jesus Cristo é digno de ser louvado e exaltado.
O que João pregou foi o arrependimento e a vida em Jesus. Ele, assim como os demais discípulos, não buscavam glória, honra, aplausos. E é justamente o que se faz hoje com as festas juninas. A alegria e as danças típicas são para os homens, não para João.
