O perdão de Deus
Por Mateus Modesto | Publicado em Espiritual | 27/03/2010
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O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, filha de Alexandre e Ana Carolina. O veredito saiu na madrugada de sexta para sábado (hoje). O crime aconteceu em 2008.
Em frente ao Fórum de Santana, onde ocorria o julgamento, imprensa e pessoas acamparam durante toda a semana clamando por justiça. E festejaram a decisão, inclusive com fogos de artifício.
O que chama a atenção nesse episódio, principalmente, é o forte desejo da condenação. Sinceramente, nunca havia acompanhado tamanha euforia e enfoque. Confesso que fiquei preocupado com imagens e matérias veiculadas nos diversos meios de comunicação. Primeiro, porque a imprensa gerou nesse julgamento um agendamento obrigatório: as pessoas comentavam, viviam, ansiavam pelo final “vitorioso”. Segundo, pela reação da população após a sentença: “Justiça foi feita!”, choro, fogos, gritos e enorme vibração.
Qual a preocupação?
O julgamento do casal criou um forte clamor por justiça, mas também por ódio pelos condenados – alguns sugeriam pena de morte e prisão perpétua. E Deus não quer isso. Jesus quer que perdoemos um ao outro. Amemos um ao outro. Repudiar uma pessoa, abandoná-la, não é um desejo de Deus. E é o que vemos com o casal e com inúmeras outras pessoas, sejam criminosas ou não.
O que fazer?
É difícil para o homem conviver com pessoas que não o agrada, deseja seu mal ou o trai. O homem pode deixar de visitar, conversar regularmente, confiar, afastar-se. Diferente de abandonar, que é como desistir - e Deus não desiste de ninguém.
A bíblia diz que um pecador – todos nós – pode ser salvo: basta aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador. Alexandre e Anna Carolina foram condenados pela Justiça. Mas há uma condenação pior: a espiritual. E Jesus, como está em Romanos 8:1, livra-nos de toda condenação do Maligno.
Não digo aqui que eles não deveriam ser condenados – se são culpados, que paguem por isso. Mas a paz pregada em passeatas e campanhas deve ser também apresentada com o perdão. Não é fácil, mas é o que Deus quer. E o que Ele quer, é melhor para nós.
