A professora entra na sala e já vai sentenciando:
- Hoje não estou para brincadeiras. Nada de gracinha.
- O que aconteceu, pró?
- Fui advertida pela Direção. Não estou cumprindo o programa. Não estou cumprindo o programa no tempo necessário. Estamos atrasados. E tudo por não mandá-los para lá quando preciso.
Então, ela começou a falar sobre Verbo. Os verbos regulares, irregulares, abundantes, defectivos…
- Regular é quando o verbo é regular. Essa é mole. – disse Alan.
- Abundante? Tem vários alguma coisa. – enrolou Julia.
- Possui mais de uma forma para uma mesma flexão. – explicou a professora.
- Como assim?
- Aceitado e aceito. Acendido e aceso. Usamos o particípio regular, final ADO, depois de TER e HAVER e o outro, o particípio irregular, com SER e ESTAR. Exemplo: Eu havia limpado a cozinha. A cozinha foi limpa por mim.
- Legal.
- E o defectivo? Ivanilton?
- Defectivo… Defectivo… Vem com defeito?
- Podemos dizer que sim. Ele não apresenta conjugação completa. Exemplo: não existe a primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo FALIR. “Eu falo? Falho?”. Falir é defectivo. Demolir: “Eu demolo?” Não existe. O restante sim: Tu demoles; Ele demole…”
- Nós demomoles… – continuou Ivanilton.
- Eles deromoles… – completou Arnoldo.
