Erros ortográfico

Por Mateus Modesto | Publicado em Nossa Língua Portuguesa Brasileira | 15/02/2010

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Todos nós podemos errar. Seja escrever ou falar errado. Acontece. Mas é desagradável. Desagradável quando alguém repara e comenta.

Antes de E e I não se usa Ç. É regra. E não tem exçeção. Digo, exceção.

Cenoura – Cebola – Celular

Cima – Cilada – Ciranda

Aula 4 – Passado e Futuro

Por Mateus Modesto | Publicado em Nossa Língua Portuguesa Brasileira | 28/04/2009

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Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; porque não executaram os meus juízos, rejeitaram os meus estatutos, profanaram os meus sábados, e os seus olhos iam após os ídolos de seus pais. (Ez 20:23-24)

E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. (Nm 18:22-23)

- Perceba que os verbos destacados estão ou no futuro ou no passado. Alguns verbos têm a fonética parecida se a leitura for equivocada. Nos verbos em que o passado termina com RAM, a sílaba tônica é a penúltima; no futuro do presente com final RÃO, a sílaba tônica é a última. EXECUTARAM e EXECUTARÃO, por exemplo. Enquanto a sílaba tônica da primeira palavra é TA (penúltima), na segunda é RÃO. Da mesma forma em LEVARAM e LEVARÃO. REJEITARAM e REJEITARÃO. Se vocês disserem que chegarão a algum lugar, ainda vão chegar; mas se disserem que chegaram, já aconteceu. Eles casarão, ainda não casaram. Eles perceberão um dia; ainda não perceberam o erro.

Verbo é muito delicado. Tanto que vocês podem matar um animal, além do professor de Língua Portuguesa.

“- Eu ouvi dizer que eles mataram dois bois para a comemoração.

- Ué! Eu vi os tais bois há pouco no curral.

- Então matarão…”

 

1. No tempo passado dos verbos terminados em RAM, a sílaba tônica é a penúltima. No futuro do presente, a sílaba tônica é a última.

Aula 3 – SE e ME

Por Mateus Modesto | Publicado em Nossa Língua Portuguesa Brasileira | 22/04/2009

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Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar; e grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. (Mt 13:1-2)

Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus. (Mt 10:33-34)

- Tanto o SE quanto o ME são pronomes oblíquos átonos. O SE refere-se à terceira pessoa do singular. E a Você. Ele se machucou, ela se endireitou na cadeira, ele se riscou. Você se cortou, você se olhou no espelho. O ME refere-se à primeira pessoa do singular. Eu me cortei, eu me bati, eu me sujei. É comum ouvirmos ou lermos “Eu se bati, Eu se jogo, Eu se machuquei”. Está errado.

 

1. SE refere-se à terceira pessoa do singular e a Você. ME refere-se à primeira pessoa do singular.

 

Há um tempo eu escrevi uma crônica sobre o assunto. Posto aqui (novamente?).

 

MINHA LÍNGUA PORTUGUESA

 

Uma das coisas que Odílio mais detestava era ouvir erros de Língua Portuguesa. Vivia corrigindo os colegas de trabalho. Principalmente o chefe. Muitos o odiavam por isso. Tornava-se um chato. Insuportável. Mané. Mas era um excelente profissional. Sempre pronto para ajudar um colega.

Outra coisa que Odílio não gostava era ser incomodado quando estivesse trabalhando. Era um dos menos importantes na firma, mas o mais prestativo. De vez em quando era selecionado para fazer atividades fora da empresa.

- Odílio, ontem eu quase fui atropelado. A moto veio em alta velocidade e eu se joguei para o lado…
- “Se joguei”? – interrompeu Odílio. – O correto é: “me joguei para o lado”.

O colega fez uma cara de desentendido.

- Você disse SE. O certo é ME.
- Anh?
- O SE é para outro, quando estamos falando dele.
- Dele quem? Do Armando?
- Não… O ME é quando… – parou e pensou. – Vou dar um exemplo. “Eu me lavei”. “Eu se sujei”. Qual está certo?
- A segunda frase.
- Não!
- Claro que sim! Veja suas mãos. Você está com as mãos sujas.
- Não, eu apenas fiz uma suposição.
- Uma o quê???

Odílio respirou fundo para não explodir.

- Pronto. – Levantou e bateu o braço na mesa. – “Eu se bati na mesa”. Correto?
- Sim.
- Não!
- Como não? E por acaso você bateu na cadeira?
- Meu fi… João… João, querido… eu falo da oração.
- Oxe! Qual? Você é devoto?
- Não, rapaz! A frase. Falo da frase…
- Qual delas?
- “Eu se bati na mesa”!
- De novo?
- Meu… o que você quer, afinal???
- Queria que você comprasse um band-aid. Como eu ia dizer, eu se cortei.
- “Me cortei”.
- Também? Pega dois, então.

Aula 2 – Aí é outra coisa

Por Mateus Modesto | Publicado em Nossa Língua Portuguesa Brasileira | 14/04/2009

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Hoje vamos aprender a diferença de algumas palavras na Língua Portuguesa Brasileira. Elas existem nas duas formas, mas em situações diferentes.

Qualquer que receber uma destas crianças em meu nome a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber recebe não a mim, mas ao que me enviou. (Mc 9:37)

- Tanto ME quanto MIM são pronomes oblíquos. Mas o MIM não vem colado antes de verbo. Ninguém mim diz nada, nem mim compra alguma coisa ou mim manda fazer aquilo. Se alguém me pedir ou me falar algo importante, aí é outra coisa. MIM não tem atitude, não pratica ação. Se é para mim fazer, ou para mim escrever, nada faço. Porém, quando pedem para eu correr ou para eu cozinhar ou fazem para mim, tudo bem.

 

Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. (Pv 14:1)

Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que o virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. (Lc 14:28-30)

- EDIFICAR e EDIFICA estão em tempos verbais diferentes. Enquanto o primeiro está no infinitivo, o segundo está no presente do indicativo. Além disso, eles são lidos de forma distinta. Observe: EDIFICAR lê-se edificárrrr; EDIFICA lê-se edifica. Faça agora com cantar e canta, beber e bebe, pular e pula. Se alguém vai pular, ele pula. Se vai beber, ele bebe. Se quer cantar, ela canta. Não se pode pula, nem canta, nem bebe. Se você quer beija sua namorada, não pode. Mas se você quer beijar, então beija.

 

Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!’ Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço!’ Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora!” (Mt 25:11-13)

- MAS e MAIS são duas palavras distintas. MAS é sinônimo de Porém, Contudo, Entretanto. MAIS é advérbio de intensidade e indica adição. Eu mais ele iremos, mas voltaremos. Mas se ele for, eu fico mais um bocadinho. Portanto, se de agora em diante você estiver com mais alguma dúvida, pense, estude, mas não erre.

 

1. MIM não vem colado antes do verbo. MIM não pratica ação.

2. Verbo no infinitivo (AR, ER, IR, OR, UR) e no presente do indicativo se lêem e se escrevem diferentemente.

3. MAS é igual a PORÉM. MAIS é advérbio de intensidade e indica adição.

Aula 1 – Nunca, nunca use isso

Por Mateus Modesto | Publicado em Nossa Língua Portuguesa Brasileira | 07/04/2009

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A Língua Portuguesa Brasileira é um desafio para todos os brasileiros. Muitos não escrevem corretamente: seja a crase, a cedilha, os pronomes, ênclises, próclise, S ou Z, blá-blá-blá. Portanto, a partir de hoje até não-sei-quando, pretendo escrever e exemplificar algumas regras da nossa amada e querida gramática.

Não serei completo, ou seja, não darei ênfase a todos os assuntos, mas àqueles que são os vilões do ser humano. Óbvio que não sou expert no assunto, mas me capacitarei para esmiuçar e ajudar a quem interessar possa. Farei como a mamãe-pássaro: mastigarei e entregarei moído – e babado – para vossa mercê.

 

Ao anoitecer, Jesus estava reclinado à mesa com os Doze. E, enquanto estavam comendo, ele disse: “Digo-lhes que certamente um de vocês me trairá”. Eles ficaram muito tristes e começaram a dizer-lhe, um após outro: “Com certeza não sou eu, Senhor!”. Afirmou Jesus: “Aquele que comeu comigo do mesmo prato há de me trair. O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria não haver nascido“. (Mt 26:20-24)

- Na Língua Portuguesa Brasileira NÃO se usa Ç antes de E e I. Não existem as palavras: VOÇÊ, NASÇEU, CRESÇEU. É errado! Jamais, nunca, nunca use a cedilha antes de E e I. Podem até errar usando S ou SS, mas não cometam mais o erro da cedilha. Como também é errado começar uma palavra com Ç, seja antes de A, O ou U. É regra. E não tem exceção.

 

O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração. Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados. Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação. Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém. (I Pe 4:7-11)

- SEJE não existe! Quando falarem – e principalmente escreverem – usem SEJA, SEJAM. Ninguém seje mais humilde que o outro. Ninguém seje mais dedicado que o outro. Sejam esforçados e comprometidos com o trabalho, casamento, filhos, estudos, melhoria de vida. Se você quiser ser, que SEJA. É difícil uma mulher arranjar um homem que seje bonito, humilde e apaixonado por ela. Não existe! Nunca, nunca use SEJE.

 

Por isso, logo o enviarei, para que, quando o virem novamente, fiquem alegres e eu tenha menos tristeza. E peço que vocês o recebam no Senhor com grande alegria e honrem homens como este, porque ele quase morreu por amor à causa de Cristo, arriscando a vida para suprir a ajuda que vocês não me podiam dar. (Fp 2:28-30)

- Não existe a palavra MENAS. Menas gente e menas laranjas na cesta é errado. Nunca, nunca use menas. Podem falar coisas amenas, mas não menas coisas.

 

1. Não se usa Ç antes de E e I e no início de palavras.

2. Não existe a palavra SEJE.

3. Não existe a palavra MENAS.