OlimPiadas de Pequim 2008
Por Mateus Modesto | Publicado em Esporte | 24/08/2008
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Os Jogos Olímpicos de Pequim terminaram hoje. A cerimônia de encerramento acabou com a festa da China, que conquistou 51 medalhas de ouro – 15 a mais que os EUA. E o Brasil, comparado com as vitórias nos Jogos de Atenas, em 2004, deixou de ganhar duas medalhas douradas.
No quadro geral de medalhas, terminamos a competição com 3 de ouro, 4 de prata e 8 de bronze.
Vencemos em competições que não esperávamos tanto – vôlei feminino, atletismo e natação. Nas quais imaginávamos, perdemos. As maiores decepções foram o vôlei masculino (prata), Diego Hypólito e Thiago Pereira (ambos sem nenhuma medalha). A seleção masculina de futebol fez o que muitos imaginavam, tanto pelo retrospecto da modalidade em Olimpíadas quanto pela insegurança que o técnico Dunga passa. As meninas chegaram muito perto, mas não deu.

Jaqueline durante a premiação (Foto: Flavio Florido/UOL)
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, exaltou o país nos recordes obtidos este ano: maior número de atletas, de mulheres e de modalidades. E de finais a que chegamos: 38. Mas, se fizermos uma comparação grosseira com esta e a última Olimpíada, observando apenas os resultados, vemos que o nosso país não evoluiu tanto assim.
O Brasil terminou 2004 em 16º lugar, com 5 medalhas de ouro, 10 no total. Hoje, ficamos com 3 e 15 no total, em 23º. A Jamaica ficou com 6 medalhas douradas contra 4 em Atenas. O Quênia conquistou 4 medalhas a mais este ano. Bielo-Rússia e Etiópia conquistaram mais 2. E a China, a grande evolução, vencendo 51 vezes contra 32.
É verdade que países como Cuba, França, Grécia, Austrália e Japão perderam, comparando-se com 2004. Assim como disse Nuzman, aconteceu uma distribuição maior de medalhas entre os países.
O Brasil precisa aprender com os vencedores e estimular o esporte (não apenas o futebol) entre as crianças. Na China, aos 5 anos inicia-se o processo de criação de um grande atleta. Como disse Galvão Bueno, após a derrota do vôlei masculino para os EUA (3 sets a 1), é necessário uma base na escola. Apesar de não apoiar muito, uma vez que as escolas públicas carecem de ensino de qualidade – e esta seria a maior preocupação -, o esporte nacional tem que evoluir em pensamento.
Creio que se fizermos como a China, que tiveram como objetivo superar os EUA no número de vitórias, obteremos um melhor resultado nos Jogos de Londres, em 2012 – nós com uma meta muito menor. Organizar, preparar e apoiar todos os esportistas. Para alegria geral da nação e delírio dos narra-torcedores.

