Um dia após o outro
Por Mateus Modesto | Publicado em Esporte | 12/11/2009
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“Ele teve ótima atuação, acertou a maioria das jogadas. Não adianta crucificar um juiz que tem dois, três segundos para decidir um lance. Erros acontecem”, afirmou o meia Deyvid Sacconi. (em reportagem do G1)
Essa frase poderia ter sido usada no jogo entre Fluminense e Palmeiras, em que o juiz Carlos Eugênio Simon invalidou um gol legal de Obina, atacante do time paulista. A equipe perdeu por 1 a 0. E Simon foi duramente criticado.
Porém, a frase foi dita em relação à partida entre Palmeiras e Sport, 2 a 2, quando o árbitro Elmo Resende validou o gol de empate dos paulistas após ter apitado um impedimento, que não houve – os jogadores do time pernambucano pararam, inclusive o goleiro.
Erros sempre vão ocorrer. Dos duvidosos aos mais grotescos. A questão toda não está apenas em por o juiz na “geladeira”, mas o que fazer para evitar as más atuações dos árbitros, que, em uma decisão, pode arruinar o trabalho de uma equipe ou jogador.
O Sport entrará com recurso para anular a partida. Mas, se ocorrer, o que fará os demais clubes, como o Cruzeiro, que neste Brasileiro perdeu o jogo contra o Palmeiras, em casa, partida em que o juiz deixou de assinalar três pênaltis para os mineiros? Anular-se-á todos em que um árbitro interferiu decisivamente?
A equipe do Palmeiras – incluindo a direção – parece ter esquecido o jogo contra o Fluminense, os insultos e a indignação a Carlos Eugênio Simon e o erro do juiz na partida contra o Sport e agradecido pelo ponto conquistado, que, apesar de horrível, poderia ter sido pior.
